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Vinicius S. Baldaia

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Bacharel em Composição Musical pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista

“Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), São Paulo (2016 - 2020), tendo aulas de Composição com Alexandre Lunsqui e Composição Eletroacústica com Flo Menezes no Studio PANaroma de Música Eletroacústica. Atualmente, realiza Mestrado em Composição e Análise Musical na mesmainstituição com Maurício De Bonis.

Vinicius realizou masterclasses diversas com compositores como Philippe Manoury, João Pedro Oliveira, Gregory Mertl, Luigi Abbate, Flo Menezes, entre outros. Em 2018, foi selecionado para participar como estudante de composição ativo da 35a Oficina de Música de Curitiba, onde estreou “Vislumbres contra a cortina do ideal”, para violino e viola. Em 2020, foi selecionado como compositor para a primeira edição do Festival Escuta Aqui!, realizando a estreia da obra para flauta solo “Pequeno espelho côncavo sobre o vento”. No mesmo ano, sua obra acusmática “Déjà vu” integrou a Bienal Internacional de Música Eletroacústica de São Paulo (XIII BIMESP), promovida pelo Studio PANaroma sob direção artística de Flo Menezes. Em 2021, sua obra para piano solo “Fantasia no1: Despertar” foi selecionada para nova chamada nacional do Festival Escuta Aqui! e sua obra “Distopomêmor [m]”, para Violino, Percussão e Eletrônica foi selecionada na chamada sul-americana do mesmo festival. Ainda em 2021, teve encomendada pelo Studio PANaroma a obra acusmática “Antopomêmor”, cuja estreia em concerto presencial se deu na XIV BIMESP (2022), e sua obra “Miragens em Penumbra”, para Flauta, Clarinete, Piano e Contrabaixo foi premiada e estreada

na XXIV Bienal de Música Brasileira Contemporânea, promovida pela Fundação Nacional de Artes – FUNARTE, sendo executada pelo CRON Ensemble. Em 2022, “Déjà vu” teve sua estreia europeia na cidade de Nuremberg (Alemanha), em evento promovido pela Hochschule für Musik Nürnberg em comemoração aos cem anos da Semana de Arte Moderna brasileira de 1922. Ainda em 2022, seu trabalho “O Engodo do Medo”, para Violino e Eletrônica, foi selecionado em nova chamada nacional do Festival Escuta Aqui! e estreada em concerto, e sua obra “Fantasia no1: Despertar”, para piano solo, foi selecionada como finalista de chamada internacional do Mayflower Art Center (Massachusetts), sendo estreada pela pianista Sarah Tuan no National Opera Center New York em 18 de novembro desse mesmo ano.

Bruno Gageiro

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Graduado em música (Bacharelado - Habilitação em Composição) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, tendo como orientador o Prof Dr. Celso Loureiro Chaves. Em festivais e masterclasses, Já teve aula com Unsuk Chin, Michelle Agnes Magalhães, Januibe Tejera, Flo Menezes, Marcos Balter, Rodrigo Lima, Roberto Molinelli entre outros. Tem experiência na área de artes, com ênfase em composição musical. Interesses de pesquisa e artísticos incluem processo criativo, exploração instrumental e vocal de técnicas estendidas, gestualidade em música e as relações entre um som e a sua maneira de produção. Atualmente (dezembro de

2022) é aluno de composição de Michelle Agnes Magalhães.

Pedro Pascoali

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Compositor natural de Santos/SP, tem 22 anos e estuda composição na Unicamp, onde tem aulas com Denise Garcia, Francisco Zmekhol e José Augusto Mannis. Além disso, teve aulas com os compositores Januibe Tejera, Márcio Steuernagel e Alexandre Lunsqui. Teve sua obra tocada em em diversos locais do Brasil por intérpretes como o Trio Girassol e o violonista Gilson Antunes, e em locais como o Theatro São Pedro, em São Paulo.

Fidelité - Georges Aperghis

As in many of Georges Aperghis' works, the spoken or sung voice, the gesture (whether it generates the production of sound or the evocation of a situation) are closely linked and are an integral part of the composition. In this piece written for Brigitte Sylvestre, the gesture of the harpist, captured in the proper action of preparing sounds, is associated with speaking and singing. To evoke "a moment" in the life of the woman performer, this privileged parenthesis where everything could be said, are closely linked: the relationship of the woman with her instrument (joy of being able to play), with music (concern of the interpreter in the face of the language of sounds) and her own identity vis-à-vis her life as a woman (wife). This triangle forms a world that is torn apart.

Fissão e Fusão - Pedro Pascoali

"Fissão e Fusão"

Fissão: 1) Ato de fender. 2) Processo segundo o qual as teorias cosmológicas esclarecem a origem das estrelas múltiplas e dos sistemas

Fusão: 1) Passagem de um corpo do estado sólido ao líquido. 2) União resultante da combinação ou aglutinação de seres e coisas.

Oui, monsieur, je sauterai dans l'espace - Bruno Gageiro

Como dar funções e peso discursivo ao espaço em uma composição musical? Compor Oui, monsieur. Je sauterai dans l’espace, peça para mídia fixa e oito alto-falantes, foi a minha maneira de encontrar alguma resposta para esta questão.

Comecei relacionando cada um dos alto-falantes com uma fonte sonora, sendo elas: vento, terra, água, metal, esferas, piano, passos e vozes. Esses sons foram trabalhados por meio de síntese granular, por meio da qual a granulação foi controlada através de sua densidade (número de grãos por segundo), tamanho (duração do grão em milissegundos) e altura (playback rate). Por meio da manipulação desses parâmetros, criei oito “nuvens” de grãos. Cada uma delas sendo associada a uma das fontes sonoras e possuindo uma transformação própria ao longo da obra, os eventos sonoros foram então compostos pela junção dos fatores espaço, fonte do som e nuvem. 

Em seguida, com o auxílio do livro Musiques Formelles de Iannis Xenakis, criei um sistema de cadeias de Markov para controlar os percursos dos eventos sonoros. Ao todo há três cadeias independentes: uma para os oito pontos espaciais (alto-falante 1,2,3…), outra para as oito fontes sonoras (vento, terra, água, etc.) e uma última para as oito nuvens. 

O terceiro e último passo foi definir a estrutura que, em parte, já surgia da relação entre evento e percurso. Há dois tipos de seção: rotações, onde aparece apenas um dos tipos de som, criando rotações em torno do alto-falante correspondente e tuttis, em que todos os eventos sonoros possuem chance de aparecer, cada tutti tendo uma distribuição estatística distinta. 

O título da peça faz referência ao final do capítulo “Musique Stochastique Markovienne” de Musiques Formelles, em que Xenakis diz “Neste capítulo não foi feita nenhuma menção à espacialização do som. De fato, o assunto deste capítulo estava ligado à concepção fundamental de um complexo sonoro e de sua evolução. Portanto, nada impede de ampliar a técnica apresentada neste capítulo e de “saltar” ao espaço. Poderíamos, por exemplo, imaginar protocolos de tramas relacionadas a um determinado ponto no espaço com suas probabilidades de transição, com associações entre espaço-som, etc… O método está pronto, sua aplicação generalizada é possível através dos aprimoramentos que ele próprio pode gerar.” (No original:  “Dans tout ce chapitre nulle mention n’a été faite de la spatialisation du son. En effet, le sujet était lié à la conception fondamentale d’un complexe sonore et de son évolution en soi. Pourtant rien n’empêche d’élargir la technique exposée dans ce chapitre et de «sauter» dans l’espace. Nous pouvons par exemple imaginer des protocoles de trames attachés à tel ou tel point de l’espace avec des probabilités de transitions, avec des couplages espaces-sons, etc… La méthode est prête, l’application générale est possible avec les enrichissements en retour qu’elle peut créer”). 

Intra-homeorrese; homeostase - Vinícius Baldaia

From the Portuguese for “intra-homeorhesis; Homeostasis”, the title of the piece refers to two key concepts in Cybernetics. Both relate to the behavior of a given system regarding its internal equilibrium, where homeostasis denotes a state of constancy and permanence of regulatory processes and constitutive elements despite the environment, whereas homeorhesis names the condition in which such a system finds itself when the environment - or even its own adaptative nature – forces a dramatic transformation of the system components in search of a new form of stability. A dichotomy as such can be conjugated in complex systems where the unity of the whole is granted through the functioning of several, heterogeneous subsystems, which the human body is illustrative of.

As the composition technique advances into the realm of the very sound spectrum, the composer is provided with an increasing power to differentiate and sculpt the singularity of their fantasy, watching increase proportionally the quest of granting unity and coherence out of heterogeneously conceivable objects in a piece. To avoid mere repetition, the creator seeks to incorporate contrast and variation without nullifying all relatedness. Internally, the disruptions serve as variable angles of an integrated, dynamic whole, which finds its perceptive integrity despite - as well as through – its multiplicity.

Intra-homeorrese; Homeostase explores local contrasts such as strong and soft dynamics, complex and simple- sinusoidal spectra, continuum and iterative sound morphologies, noise and pitched textures, and even the types of disruptions, either abrupt or mediated by long transitions, in a manner through which those contrasts find themselves integrated within a superior layer of arrangement. The sound occupation in space is also of the greatest importance here. Such an integrated layer may then be juxtaposed with another self-integrated layer, establishing contrast with it. The pair may similarly be integrated within superior perceptible musical layers until we reach the entirety of the piece as a stable whole composed of a heterogeneous profusion of objects and relations.

Indução - Cristina Dignart

Esta obra trata de um olhar sobre o movimento e a energia. Toda sua estruturação é baseada na construção de causas e efeitos que geram diferentes movimentos internos e externos, explorando as possibilidades espaciais da escuta acusmática. A energia nos faz ciente da presença de algo vivo, que muda seu lugar ou sua natureza no contexto em que habita.

SAW - Gabriel Araújo

A hyperreal space of bees, engines and saw waves.

Highwire - Tonia Ko

Highwire features the oboe as a carrier for soaring melodic lines. While the piece seeks expression within this traditional view of the instrument, it also explores the oboe’s unique

ability to color the same note in many different ways. Here, a simple melody is intensified by a full range of techniques, from subtle fingering changes to distortion effects made with the reed position.

In much of my artistic practice, I investigate musical details in a visual/ tactile way. In addition to the notions of shading a note, Highwire also create drama through texture. The electronic component in this piece essentially perforates the melodic line, mimicking the pulsations created through instrumental techniques. Rather than altering the sound itself (by spectral processing, for example), the computer generates a series of little “windows” that allow sound to come through at varying rates. The results range from a very tight tremolo to powerful echoes that intersect with what is being played. In addition, a few pre-recorded samples provide a larger harmonic and timbral context for the soloist.

These effects— both acoustic and electronic— create a melody that unfolds in a single direction, and seemingly, with a singular mission. The image of a long, textured line reminds one of high-wire acts and the emotions of trying to traverse such a narrow path above an abyss. With this concept in mind, I decided against the convention of diffusing sound throughout the hall, placing the speaker(s) in front of or around the soloist. As the music progresses, there is a growing feeling of being on edge and close to panic—perhaps a reflection of the intense uncertainty around our lives today, yet how we must persist and continue move forward.

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